Biografias – Kardec & Contemporâneos

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Allan Kardec 1804 – 1869

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Fundador e codificador do Espiritismo, Allan Kardec estabeleceu um corpo de doutrina a partir de um estudo de mensagens recebidas por vários médiuns.  O Livro dos Espíritos foi a primeira abordagem filosófica do Espiritismo como “os ensinamentos dados pelos Espíritos Superiores através do auxílio de diversas mídias.”  Lá nos deparamos com todos os princípios espíritas fundamentais que definem as leis universais e Divinas.

Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.”

“Todos os efeitos têm uma causa, todos os efeitos inteligentes tem uma causa inteligente, e o poder da causa inteligente está em proporção com o tamanho do efeito.”

 

Arthur Conan Doyle 1859 – 1930

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Médico e escritor britânico, o criador de Sherlock Holme também foi um forte defensor do Espiritismo e autor de obras Espíritas.

“Os observadores são mentirosos ou tolos, ou as suas observações são verdadeiras.  Quando eu digo, sem sombra de dúvida, que eu vi minha mãe e meu sobrinho, na presença de testemunhas, enquanto ambos estavam mortos, è claro que eu pertenço a uma ou outra dessas categorias.  Deixo para aqueles que me conhecem toda a minha obra para decidirem.”

Camille Flammarion 1842 – 1925

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Astrônomo francês, fundador da “Sociedade Astronômica da França,” Camille Flammarion é o autor de várias obras espíritas nas quais ele relatou um grande número de depoimentos de manifestações pós mortem.  Ele esperava poder orientar a pesquisa espírita através de uma demonstração resolutamente científica, às vezes criticando a religiosidade que seus contemporâneos attribuiam aos fenômenos espíritas.

“Eu não hesito em dizer que a pessoa que declara os fenômenos espíritas contrários à ciência não sabe o que fala.  Come efeito,  é natural, não há nada de sobrenatural nisso, não é nada mais do que o que é desconhecido; mas o desconhecido de ontem torna-se a verdade do amanhã.”

Cesare Lombroso 1835 – 1909

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Criminologista italiano e psiquiatra, Lombroso, depois de ter negado por algum tempo a possibilidade de comunicar com o além, veio a ser um forte defensor da causa espírita.

“Tratar o espiritismo como uma fraude, são para aqueles que dispensam o pensamento racional (…) estou envergonhado de ter lutado contra a possiblidade dos fenômenos espíritas.”

Gabriel Delanne 1857 – 1926

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Engenheiro elétrico francês, Gabriel Delanne continuou o trabalho do fundador do espiritismo, que ele veio a conhecer na infância.  Seu pai, Alexander, foi um espírita amigo de Allan Kardec.

Em uma época quando a própria metapsicologia veio a estudar o fenômeno espírita cientificamente, Gabriel Delanne participou nessa pesquisa, freqüentando sessões ectoplásmicas, mantendo-se fiel à filosofia espírita que foi especialmente desenvolvida em sua obra “A alma e imortal” (L’âme est immortelle”).

Ele é o autor de várias obras incluindo “O Espiritismo Perante a Ciência” ou “Le spiritisme devant la science.”

“Será certo negar sem estudar ou será prudente se referir àqueles que realmente já experimentaram com a prudência necessária?”

Gustave Geley 1868 – 1924

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Médico francês, Gustave Geley co-fundou o “Instituto Internacional de Metapsicologia” em Paris, criado em 1919, com o objetivo de realizar um estudo científico dos fenômenos espíritas.  Ele foi um dos principais investigadores dos fenômenos ectoplásmicos com diversos médiuns, incluindo Frank Kluski e Jean Gusik.  Ele é conhecido por ter desenvolvido a técnica de moldes ectoplásmicos deixando para a posteridade os traços inconfundíveis de provas.

“O conhecimento das mudanças de condições (influência ambiental, luta pela vida, a seleção natural), não se pode excluir a idéia de uma causa primeira, nem de uma causa final.”

Léon Denis 1846 – 1927

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Autodidata françês, palestrante e autor de obras espíritas, Léon Denis foi um propagador fervoroso do espiritismo.  Considerado um dos sucessores de Allan Kardec, ele deixou uma literatura espírita abundante, abordando questões sociais e demarcando claramente a Igreja como visto em seu trabalho, “Cristianismo e Espiritismo” (“Christianisme et spiritisme”).

“Para todos os que estudam fenômenos espíritas com imparcialidade e sabem indentificar as leis, estes fenômenos são causados por entidades independentes, pelos espíritos dos mortos.”

Oliver Lodge 1851 – 1940

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Professor, físico britânico, presidente da Universidade de Birmingham, Oliver Lodge foi autor de livros espíritas.  Ele era um membro do “Ghost Club” e presidiu a “Sociedade de Pesquisa Psíquica.”  Ele procurou médiuns como resultado da morte de seu filho Raymond em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial.

“Eu me identifico como um espírita, porque, depois de mais de vinte anos de estudo, eu tive que aceitar os fenômenos como uma realidade.”

Pierre Gaètan Leymarie 1817 – 1901

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Nascido em Tulle em Corrèze, P.G. Leymarie chegou cedo em Paris devido a um cenário que se desvendou.  Logo após o golpe de estado de 1857, ele foi exilado e voltou para a França, depois de ter sido concedido a anistia.  A leitura era sua paixão, não importava qual o assunto, política, social, religião ou literário.  Ele se tornou um dos mais fervorosos seguidores de Allan Kardec.  Após a morte do fundador do Espiritismo, ele foi nomeado diretor da Sociedade Espirita e se tornou editor e diretor da Revista Espírita (La Revue spirite).  Em 1878, ele organizou a “Sociedade Científica de Estudos Psicológicos.”  Ela disseminou as traduções das obras de Allan Kardec em todo o mundo.

Ele faleceu em 10 de abril de 1901 e de acordo com os seus desejos, seu corpo foi cremado e enterrado ao lado de sua esposa Marina Agostinho Leymarie no cemitério Père Lachaise.  O túmulo fica no topo de uma pequena base que se lê em sua fachada: “Morrer é deixar a sombra para entrar na luz.”

Thomas Edison 1847 – 1931

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Famoso inventor americano, Thomas Edison estava convencido da possível manifestação dos espíritos; ele até tentou construir uma máquina para se comunicar com o além.

“Eu agora cheguei a um ponto em que me sinto compelido por um resultado positivo e seguindo minha pesquisa, a apoiar fortemente a visao de que há vida após a morte.  Estou mesmo inclinado a apoiar o espiritismo e seu princípio de que a comunicação entre o mundo terreno e aquele em que os mortos estão é possível.”

Victor Hugo 1802 – 1885

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Os experimentos Jersey são um prenúncio de um espiritismo nascente que virá com Allan Kardec.  Durante seu exílio Victor Hugo é iniciado à mesas girantes por Delphine de Girardin.  Seu filho Charles tornou-se o médiun de entidades misteriosas que assinam Dante, Molière, Shakespeare ou o leão de Androcles, o drama, o vento…

“Evitar os fenômenos espíritas, e causar a falência da atenção à que eles tem direito, e de causar a falência da verdade.”

Victorien Sardou 1831 – 1908

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Dramaturgo Victorien Sardou também foi um adepto fervoroso do espiritismo e um mçdiun desenhista.  Durante o congresso espírita e espiritualista de Paris em 1900, ele ocupou o cardo de presidente honorário.

“Quando a pessoa não tem a sorte, de ser um médium como eu já fui uma vez, de ser convencido por suas próprias experiencias ou em observar, nas condições exigidas, os fenômenos produzidos pelos médiuns potentes, o melhor que se pode fazer é guardar contra as experiências de salão que são puramente infatis, ou os que tentam em vão por si mesmos e que não são bons irão dissuadir aqueles que buscam a verdade.  Ele deve, portanto, focar no testemunho daqueles estudiosos de todo o mundo, cujos nomes eu não lembro, que, depois de terem estudado os fatos, para demonstrar a falsidade, tiveram a decência de fazerem as pazes honrosas afirmando suas convicções.  Se o espiritismo fosse apenas um farsa, um belo dia viria quando ele deixaria de ter importância, enquanto nos dias de hoje contamos seus adeptos em torno de milhões.”

William Crookes 1832 – 1919

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Físico britânico e químico, membro da Royal Society, William Crookes foi um experimentador de fenômenos ectoplásmicos e materializações.  Graças a um médiun jovem chamado Florence Cook, ele obteve inúmeras vezes a materialização completa do fantasma do espírito de Katie King.

“Tendo-me a certeza da realidade dos fenômenos espíritas, seria covardia moral de recusar-lhes o meu testemunho: eu não estou dizendo que isso e possível, eu digo que é!